1994 — Atual
O Real foi criado em 1º de julho de 1994 pelo Plano Real — a mais bem-sucedida reforma monetária da história brasileira.
Na sua implantação, a nova moeda foi inicialmente alinhada ao dólar americano, servindo como âncora de confiança para a economia. Ao longo de mais de três décadas, consolidou-se como a moeda mais estável já adotada no Brasil.
O sucesso do Real não foi apenas técnico, mas também político e social.
A estabilidade econômica teve impacto direto sobre a população, especialmente as camadas mais pobres, que eram as mais afetadas pela inflação e não possuíam mecanismos de proteção financeira.
Com o controle da inflação, o país experimentou:
O Real tornou-se a base para políticas econômicas e sociais ao longo de diferentes governos, sustentando um longo período de estabilidade monetária.
Na fase inicial (1994–1999), o Real operou sob um regime de câmbio administrado, com forte influência do dólar.
Após a crise cambial de 1999, o Brasil adotou o chamado tripé macroeconômico, composto por:
Esse modelo estruturou a política econômica nas décadas seguintes.
Em 2021, o Banco Central do Brasil passou a ter autonomia formal garantida por lei, reforçando a credibilidade da política monetária.
A inflação, que atingia cerca de 50% ao mês em junho de 1994, caiu para aproximadamente 2% ao mês já em agosto do mesmo ano — uma das quedas mais rápidas já registradas.
Conversão: R$ 1,00 = CR$ 2.750,00 (via URV)
Inflação: cerca de 50% ao mês (junho/1994) para aproximadamente 2% ao mês (agosto/1994)
Mais de 30 anos de circulação — a moeda mais longeva desde o mil-réis
Autonomia formal do Banco Central desde fevereiro de 2021
Nilton Romani