1834 — 1942
O mil-réis foi a principal unidade monetária do Brasil por mais de um século. Representado pelo símbolo “$”, correspondia a mil réis e funcionava como base do sistema monetário durante o Império e a Primeira República.
Essa moeda atravessou alguns dos momentos mais importantes da história nacional, como a independência (1822), a abolição da escravidão (1888) e a proclamação da República (1889).
A economia brasileira era fortemente baseada na exportação de café, especialmente no estado de São Paulo, que se tornou o principal motor de crescimento do país.
Esse modelo deu origem à chamada política do “café com leite”, caracterizada pela alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais.
No início da República, o país enfrentou uma de suas primeiras grandes crises financeiras: o Encilhamento (1890–1891), associado ao ministro Rui Barbosa. O episódio foi marcado por forte expansão monetária e especulação, resultando em uma bolha econômica.
A condução da política econômica alternou entre duas abordagens principais:
A Crise de 1929 teve impacto profundo sobre a economia brasileira, ao provocar a queda dos preços do café no mercado internacional.
Esse cenário contribuiu para a Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, encerrando a hegemonia das oligarquias cafeeiras e iniciando um novo ciclo de industrialização com maior intervenção do Estado.
Conversão: 1$000 = 1 mil-réis | 1:000$000 = 1 conto de réis
O café representava mais de 70% das exportações brasileiras no início do século XX
Crise de 1929 provocou forte queda nos preços do café
Convênio de Taubaté (1906): política de valorização do café com intervenção estatal
Nilton Romani