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Inauguração da Exposição de Condecorações Imperiais Brasileiras



A exposição de medalhas militares inaugurada no Forte de Copacabana abriu oficialmente a Rio 2025, organizada pela Sociedade Numismática Brasileira.

Reunindo acervos públicos e privados — incluindo peças do Almirante Júlio Berrembach e documentos da Guerra do Paraguai assinados por Francisco Solano López — a mostra percorre a história militar brasileira desde 1809 até o século XX.

Com participação internacional e forte presença institucional, a exposição consolida-se como a maior já realizada no país no campo da medalhística militar, reforçando a integração entre patrimônio histórico, pesquisa numismática e memória nacional.

 
 




Exposição de Medalhas Militares no Forte de Copacabana marca abertura da Rio 2025

A abertura solene da exposição de medalhas militares brasileiras, realizada no Forte de Copacabana, marcou oficialmente o início das atividades da Rio 2025 — quinta Convenção Internacional de Historiadores e Numismatas. O evento reuniu autoridades civis e militares, pesquisadores, colecionadores e representantes de mais de 15 países, consolidando o caráter internacional do encontro.

A cerimônia contou com a presença do subcomandante do Forte, Coronel Gomes, representantes do Banco Central do Brasil, dirigentes da Sociedade Numismática Brasileira, além do presidente do Comitê Internacional de Historiadores e Numismatas, Daniel Oropesa Alba.


A maior exposição de medalhística militar já realizada no país

Segundo os organizadores, trata-se da maior mostra de medalhas militares brasileiras já realizada no Brasil. A exposição reuniu acervos públicos e privados, integrando coleções de alto valor histórico e simbólico.

Entre os destaques:

  • Peças do acervo do Forte de Copacabana, incluindo exemplares ligados à Província Cisplatina.

  • Medalhas e condecorações do Almirante Júlio Berrembach, disponibilizadas por sua família.

  • Acervo do Cabo Lázaro Alves, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), com uniforme, diplomas e condecorações.

  • Documentos raríssimos da Guerra do Paraguai, incluindo diploma assinado por Francisco Solano López.

A linha histórica da exposição percorre conflitos e marcos nacionais desde 1809, passando pela Independência da Bahia (1823), Confederação do Equador (1824), Guerra do Uruguai, Guerra do Paraguai, Primeira e Segunda Guerras Mundiais.


Medalhística e Falerística como patrimônio histórico

O discurso de abertura enfatizou que a numismática, em seu ramo medalhístico e falerístico, é instrumento de preservação da memória nacional. Ao contrário da experiência digital, a contemplação presencial das peças foi destacada como experiência insubstituível para o pesquisador e o colecionador.

O Forte de Copacabana — que recebe cerca de 40 mil visitantes mensais — amplia o alcance da exposição, permitindo que turistas e moradores do Rio de Janeiro tenham acesso direto a esse patrimônio histórico.


Integração Internacional

O presidente da Sociedade Numismática Brasileira, Bruno Pelizari, ressaltou que a Rio 2025 reúne representantes de 33 países, reforçando o caráter global da convenção. A escolha do Forte como espaço expositivo foi resultado de articulação institucional bem-sucedida entre organizadores e comando militar.

Daniel Oropesa Alba, presidente do Comitê Internacional, destacou que a convenção fortalece a integração continental e cria uma “cadeia de valor” entre patrimônio, pesquisa acadêmica e comunidade numismática.


Homenagens e Memória

A cerimônia foi marcada por homenagens emocionadas, especialmente à trajetória do Almirante Júlio Berrembach, que serviu às Forças Armadas por mais de cinco décadas. A exposição presta tributo não apenas às medalhas, mas às histórias pessoais e ao serviço prestado ao país.

Entre as peças citadas como joias do acervo estão a medalha da Restauração da Bahia e exemplares da Ordem do Cruzeiro do Sul.


Um Marco para a Numismática Brasileira

A exposição permanece aberta ao público até o final do mês, consolidando-se como um dos pontos altos da Rio 2025. Ao integrar acervos militares, coleções particulares e comunidade acadêmica, o evento reafirma o papel da numismática como disciplina histórica, patrimônio cultural e instrumento de memória coletiva.


 

 
 


Fonte:

Autor do blog: Nilton Romani

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