Real dos Portugueses – Moedas Coloniais (Vicentinas)
Ouvir conteúdo
Clique para ouvir o texto completo1. Introdução
As moedas vicentinas representam as primeiras emissões coloniais brasileiras, cunhadas sob autoridade portuguesa entre meados do século XVI e o início do século XVII. Elas marcam a implantação de um numerário próprio na colônia, essencial para o desenvolvimento econômico local e a consolidação do Real como unidade monetária.
2. Contexto Histórico
-
Período de Circulação: c. 1556 – c. 1576
-
Origem do Nome: Homenagem a São Vicente (padroeiro da primeira vila), cunhadas inicialmente em Lisboa e enviadas ao Brasil; depois reproduzidas em casas de fundição locais.
-
Motivação: Necessidade de moeda para o comércio de açúcar, pau-brasil e prestação de tributos, evitando a escassez de numerário trazido da Europa.
-
Instalações Locais: Embora a maior parte fosse produzida em Lisboa, existem relatos de provas e contramarcas feitas em Salvador e na capitania de Pernambuco para validar as peças.
3. Características Técnicas
-
Material: Cobre (liga com pequenas quantidades de estanho)
-
Peso Médio: 2,5 – 3,5 g
-
Diâmetro: 20 – 24 mm (forma irregular)
-
Cunhagem: Manual, com cunhos simples para anverso (cruz de braços iguais) e reverso (legenda em círculo)
-
Legendas Típicas:
-
Anverso: “+SVNT-VIN-CENT I”
-
Reverso: “BRA-ZIL-IA”
-
4. Fatos Históricos e Curiosidades
-
Raridade: Muitas peças foram derretidas ao longo dos séculos, tornando exemplares originais muito valiosos.
-
Rebatimentos: Alguns colecionadores encontraram vicentinas rebatidas com carimbos de cobre vindos de contrabando: curiosidades que atestam o movimento de moeda em regiões remotas.
-
Lenda da “Moeda Fantasma”: Circulam histórias de espécimes com falhas de cunho que teriam “desaparecido” em naufrágios, alimentando o imaginário numismático.
5. Links para o Catálogo CCMBR
-
📖 Vicentinas – Catálogo CCMBR
Comentários
Área de comentários em breve...
Capítulos




















































