Cruzeiro (1970 a 1986)
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Clique para ouvir o texto completoCRUZEIRO (2ª FASE)
1970 — 1986
Em 1970, o Cruzeiro Novo foi renomeado simplesmente para Cruzeiro, mantendo a paridade. Esse período abrange o chamado “Milagre Econômico” (1968–1973), a crise do petróleo e a forte aceleração inflacionária que marcou os anos 1980 — conhecida como a “década perdida”.
CONTEXTO HISTÓRICO
Durante o “Milagre Econômico”, o Brasil registrou crescimento médio do PIB de aproximadamente 11% ao ano entre 1968 e 1973.
A partir de 1973, com a primeira crise do petróleo, e posteriormente com o segundo choque em 1979, houve forte impacto nas contas externas. O governo adotou uma estratégia de crescimento baseada no endividamento externo.
No governo Geisel, o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) buscou reduzir a dependência de importações, especialmente em energia e insumos básicos. Essa política foi financiada por empréstimos internacionais, contribuindo para o aumento expressivo da dívida externa.
POLÍTICA ECONÔMICA
A década de 1980 foi marcada pela crise da dívida externa, com destaque para a moratória declarada em 1987, e por um período de recessão entre 1981 e 1983.
A inflação passou a crescer de forma contínua, superando 200% ao ano em meados da década. O país enfrentava dificuldades nas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto avançava gradualmente no processo de abertura política.
O cenário de instabilidade econômica culminou na implementação do Plano Cruzado, em 1986, que substituiu o Cruzeiro como moeda vigente.
FATOS-CHAVE
Inflação superou 200% ao ano em meados da década de 1980
PIB cresceu cerca de 14% em 1973 — pico do Milagre Econômico
Dívida externa: de cerca de US$ 5 bilhões (1970) para mais de US$ 100 bilhões (1984)
Movimento Diretas Já (1984) — uma das maiores mobilizações populares da história do Brasil
PLANOS E PROGRAMAS NO PERÍODO
- Programa de Integração Nacional (1970–1971)
- I Plano Nacional de Desenvolvimento (1972–1974)
- II Plano Nacional de Desenvolvimento (1975–1979)
- Planos de estabilização conduzidos por Delfim Netto (1979–1983)
- Plano Dornelles (1985)
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