Exposição de Medalhas Militares no Forte de Copacabana marca abertura da Rio 2025
A abertura solene da exposição de medalhas militares brasileiras, realizada no Forte de Copacabana, marcou oficialmente o início das atividades da Rio 2025 — quinta Convenção Internacional de Historiadores e Numismatas. O evento reuniu autoridades civis e militares, pesquisadores, colecionadores e representantes de mais de 15 países, consolidando o caráter internacional do encontro.
A cerimônia contou com a presença do subcomandante do Forte, Coronel Gomes, representantes do Banco Central do Brasil, dirigentes da Sociedade Numismática Brasileira, além do presidente do Comitê Internacional de Historiadores e Numismatas, Daniel Oropesa Alba.
A maior exposição de medalhística militar já realizada no país
Segundo os organizadores, trata-se da maior mostra de medalhas militares brasileiras já realizada no Brasil. A exposição reuniu acervos públicos e privados, integrando coleções de alto valor histórico e simbólico.
Entre os destaques:
-
Peças do acervo do Forte de Copacabana, incluindo exemplares ligados à Província Cisplatina.
-
Medalhas e condecorações do Almirante Júlio Berrembach, disponibilizadas por sua família.
-
Acervo do Cabo Lázaro Alves, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), com uniforme, diplomas e condecorações.
-
Documentos raríssimos da Guerra do Paraguai, incluindo diploma assinado por Francisco Solano López.
A linha histórica da exposição percorre conflitos e marcos nacionais desde 1809, passando pela Independência da Bahia (1823), Confederação do Equador (1824), Guerra do Uruguai, Guerra do Paraguai, Primeira e Segunda Guerras Mundiais.
Medalhística e Falerística como patrimônio histórico
O discurso de abertura enfatizou que a numismática, em seu ramo medalhístico e falerístico, é instrumento de preservação da memória nacional. Ao contrário da experiência digital, a contemplação presencial das peças foi destacada como experiência insubstituível para o pesquisador e o colecionador.
O Forte de Copacabana — que recebe cerca de 40 mil visitantes mensais — amplia o alcance da exposição, permitindo que turistas e moradores do Rio de Janeiro tenham acesso direto a esse patrimônio histórico.
Integração Internacional
O presidente da Sociedade Numismática Brasileira, Bruno Pelizari, ressaltou que a Rio 2025 reúne representantes de 33 países, reforçando o caráter global da convenção. A escolha do Forte como espaço expositivo foi resultado de articulação institucional bem-sucedida entre organizadores e comando militar.
Daniel Oropesa Alba, presidente do Comitê Internacional, destacou que a convenção fortalece a integração continental e cria uma “cadeia de valor” entre patrimônio, pesquisa acadêmica e comunidade numismática.
Homenagens e Memória
A cerimônia foi marcada por homenagens emocionadas, especialmente à trajetória do Almirante Júlio Berrembach, que serviu às Forças Armadas por mais de cinco décadas. A exposição presta tributo não apenas às medalhas, mas às histórias pessoais e ao serviço prestado ao país.
Entre as peças citadas como joias do acervo estão a medalha da Restauração da Bahia e exemplares da Ordem do Cruzeiro do Sul.
Um Marco para a Numismática Brasileira
A exposição permanece aberta ao público até o final do mês, consolidando-se como um dos pontos altos da Rio 2025. Ao integrar acervos militares, coleções particulares e comunidade acadêmica, o evento reafirma o papel da numismática como disciplina histórica, patrimônio cultural e instrumento de memória coletiva.


















































